Notícias Gerais Israel anuncia cessar-fogo humanitário de 7 horas na Faixa de Gaza

Israel anunciou uma trégua de sete horas na maior parte da Faixa de Gaza para facilitar a entrada de ajuda humanitária no território palestino. O cessar-fogo vai vigorar das 10h às 17h desta segunda-feira (4h às 11h de Brasília). Em comunicado, o Exército israelense informou que o leste da cidade de Rafah, no sul de Gaza, não está incluído na trégua, já que o local ainda é palco de confrontos. Um dos chefes militares israelenses, o general Yoav Mordechai, alertou que se o cessar-fogo for violado, “o Exército responderá com disparos contra a origem dos foguetes palestinos”.

No 28º dia de um conflito que já matou mais de sessenta israelenses e cerca de 1.700 palestinos, Israel voltou a ser alvo de críticas da comunidade internacional depois que um bombardeio deixou pelo menos dez mortos em uma escola da ONU neste domingo. O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon chamou o ataque de “um ato criminoso” e cobrou uma investigação sobre o episódio. O diplomata coreano ressaltou ainda que os refúgios da ONU devem ser zonas seguras.

A cidade de Shujaiya no leste de Gaza é palco de alguns dos bombardeios israelenses

Os Estados Unidos também condenaram duramente o ataque. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, classificou o bombardeio como “vergonhoso”. Segundo os EUA, a escola tinha sido designada como local protegido e as Forças de Defesa de Israel tinham sido informadas várias vezes sobre suas coordenadas. “Insistimos mais uma vez que Israel deve se esforçar para respeitar seus próprios critérios e evitar a morte de civis”, advertiu Psaki.

Durante a atual ofensiva militar, projéteis do Exército israelense atingiram em pelo menos outras cinco ocasiões diferentes complexos da ONU, deixando várias vítimas. O último caso aconteceu no dia 30 de julho, quando 15 palestinos morreram e meia centena ficou ferida em outro bombardeio em uma escola da ONU em Jabalya, no norte de Gaza, o que provocou uma onda de condenações internacionais contra Israel.

Fonte: Veja

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